12.7.15

Pisco sour


O gosto por cozinhar não esmoreceu. Reinvento com ingredientes locais, tendo por base a cozinha mediterrânica. Na verdade tem sido um projecto dos bons que me afasta daqui. 
Volto para uma celebração, aliás duas! E com uma bebida para não fugir à tradição. Os 7 anos do Sabores de Canela e os 4 anos de vida no Brasil. 
O Pisco Sour é um cocktail inventado pelos peruanos, mas bastante divulgado no Chile, onde tive oportunidade de o provar. O Pisco é uma bebida de elevado teor alcoólico, produzida a partir de uvas. Apesar dos chilenos reclamarem a sua origem, o nome peruano que provém de Quechua [ ave] não deixa dúvidas. 
A receita é da Saveur e as imagens são da cidade de Santiago do Chile e Valparaíso. 
Espero que gostem. Tchim tchim!

Para um cocktail
90 ml de pisco
30 ml de  sumo de lima fresco
30 ml de xarope de açúcar
1 clara de ovo
gotas de Angostura 

Misture o pisco, sumo de lima, xarope e clara de ovo num shaker.
Agite vigorosamente até a clara ficar espumosa.. Adicione gelo e agite novamente. Coe para um copo gelado. Decore com gotas de Angostura.

Pisco Sour
Makes 1 cocktail

3 oz pisco
1 oz fresh lime juice
1 oz simple syrup
1 egg white
dash angostura bitters, for garnish

Combine pisco, lime juice, syrup, and egg white in a shaker. Shake vigorously until egg with is frothed. Add ice and shake again. Strain into a chilled coupe glass. Garnish with bitters.

A Cidade
Palácio La Moneda e imediações

Câmara dos Deputados e estátua Mapuche na Plaza de Armas
O charmoso bairro Lastarria 
Bellavista o bairro boémio. Porta de entrada de La Chascona
a casa de Pablo Neruda e Matilde Urrutia. Cerro de San Cristobal
Galerias comerciais e vendedores na rua














Maratona de Santiago 2015

A Arte
Caballo de Botero no Parque Florestal
Museu Nacional de Belas Artes e Museu de Arte Contemporanea (MAC)
O belíssimo interior do Museu Nacional das Belas Artes. 
Escultura Maternidad de Laura Rodig
Centro Gabriela Mistral (GAM)


A Comida
A experiência gastronómica marcante no Astrid y Gaston

                                                                           Do início
ao final
Fachada e mesa na entrada do mais envolvente restaurante
"Para a mesa e para a cama, uma só vez se chama"
Como Água para Chocolate , o ambiente e as cores 
lembram o México e a obra literária

O Vinho
Em Pirque na vinícola Concha y Toro.
Identificação de castas em campo, visita às caves com provas
e prova com degustação só para valentes
Taças que nos aqueceram nas caves frias e efeitos especiais da lenda do 
Casillero del Diablo, guardado pelo próprio
Valparaíso

Casas e gatos de Valparaíso
Viñas del mar, la Ciudad Jardim 
e as fronteiras do Chile: a oeste o Pacífico
a leste a cordilheira mais longa, os Andes. Voltaria ao Chile para explorar a Natureza.

21.6.15

Lagosta grelhada


Almoço de domingo inspirado em duas receitas da Saveur. Preparado em 20 minutos e fotografado num. Servido com pão caseiro, vinho branco e degustado à beira-mar em boa companhia. 

Ingredientes para 3
3 lagostas cortadas ao meio e limpas com cerca de 2 kg
sal
pimenta 
azeite

Manteiga de alho e ervas
120 g de manteiga
6 dentes de alho
raspa da casca de 1 1/2 lima
1 c. café de malagueta moída
2 colheres de sopa de coentros picados

Preparação
Na peixaria peça para limpar e dividir cada lagosta ao meio [evitando assim trazê-las vivas]
Em casa ligue o forno no modo grill. Entretanto forre um tabuleiro com papel vegetal e acondicione as metades das lagostas com as casca para baixo. Tempere-as com sal, pimenta e azeite e reserve.
Num robot de cozinha triture todos os ingredientes da manteiga e reserve.
Para grelhar vire as lagostas do tabuleiro com a casca para cima e leve ao forno colocando a meio. Após 5 minutos retire-as e vire-as [casca para baixo]. Pincele com a manteiga reservada por toda a superfície e leve novamente ao forno por 3 a 5 minutos, verificando se estão tenras. Sirva de imediato.

30.5.15

Gravlax


Às vezes quando estou só repito o cardápio do almoço ao jantar. Acontece com sushi, ceviche, atum, alimentos que não podem esperar. Decididamente não sei comprar e cozinhar para um ou dois.
Trouxe 2 kgs de salmão do meu fornecedor de peixe fresco. Em casa cortei as pontas em dois pedaços com 800 g que destinei a sushi. O resto foi utilizado para este gravlax colorido. O sabor da beterraba é suave mas a cor que lhe imprime é vibrante. 
A autora Diana Henry sugere-o para uma mesa grande e festiva, mas só depois de o preparar li essa parte. Foi um teste para o próximo Natal ;-)

Serve cerca de 14
1,2 kg de salmão com pele
6 colheres de sopa de vodka
125 g de açúcar granulado
100 g flor de sal
2 c. de sopa de pimenta preta moída 
1 ramo grande de aneto[endro], picado grosseiramente
400g de beterraba crua ralada


Esfregue a mão ao longo do salmão para verificar se tem espinhas. Remova-as com uma pinça. Corte a peça de salmão a meio do comprimento. Não remova a pele.
Forre o fundo de um tabuleiro de ir ao forno com folha de alumínio sem cortá-la e coloque uma das metades do peixe em cima com a pele virada para baixo. Esfregue com metade do vodka. 
Numa taça misture o açúcar, o sal, a pimenta, o endro, a beterraba e espalhe sobre o salmão. Deite o resto do vodka por cima e coloque a outra metade do salmão, com a pele virada para cima. Desenrole a folha envolvendo toda a superfície do peixe, feche e coloque pesos em cima [coloquei um tabuleiro menor com batatas e latas de tomate]. Leve ao frigorifico deixando curar de dois a 4 dias, virando várias vezes e descartando o líquido que vai aparecendo.
No final retire a folha de aluminio e limpe as duas metades do peixe da cura. Para servir corte com uma boa faca inclinada em fatias finas até à pele, apenas o que precisar. O resto guarde envolto em película durante uma semana.

Beetroot-cured gravlax
Serves about 14
1,2 kg tall piece of salmon in two halves, filleted but skin left on
6 tbsp vodka
125 g granulated sugar
100g sea salt flakes
2 tbsp coarsely ground black pepper
large bunch of dill, roughly chopped
400g raw beetroot, grated


Check the salmon for any bones your fishmonger might have missed (rubbing your hand along the flesh is the best way to find them). Remove any you find with tweezers.
Line a dish, big enough to hold the salmon, with a double layer of foil (I usually use a roasting tin). Put one of the pieces of salmon, skin down, on top. Rub it with half the vodka. Mix the sugar, salt, pepper, dill and beetroot together and spread it over the salmon. Pour on the rest of the vodka and put the other piece of salmon (skin up) on top. Pull the foil up round the fish, then put some weights on top (such as cans, jars or a heavy chopping board). Refrigerate and leave to cure for two to four days, turning ever so often. Liquid will seep out of the salmon in this time: just pour it off.
Remove the foil and scrape the cure off both pieces of fish. To serve, slice as you would smoked salmon (leave the skin behind). Use as needed and keep, wrapped, in the refrigerator for a week.

16.5.15

Sumo de bilimbi

Sumo e pickles de bilimbi
O bilimbi que os baianos chamam de biri-biri, é uma fruta quase desconhecida no resto do país. Prestou imensos serviços aos baianos do sul quando o limão por lá era raro e a comunicação com as outras cidades muito difícil. O biri-biri limpa o peixe como se fosse limão, tira manchas de ferrugem e de tinta de escrever da roupa, combate doenças da pele e alivia as dores febris. Hoje conserva resquícios do seu passado culinário em conservas e geleias [Caloca Fernandes]
Ansiava provar  o bilimbi descoberto há uns anos em Lisboa, nas imagens do livro do Caloca. A oportunidade surgiu com a estadia numa fazenda de vizinhos simpáticos e excelentes anfitriões. A fauna e flora local, o convívio, as refeições saídas da cozinha da fazenda a par do churrasco e as fogueiras à noite, criaram um ambiente mágico que deliciou crianças e adultos. Na mesa do café da manhã houve cuscuz de milho, beijú, frutas e sumos, banana da terra cozida, ovos e café, tudo preparado carinhosamente pela Maria José na hora. E também sarapatel, feijoada e rabada só para os fortes ;-)
Muito melhor que ir ao mercado foi identificar as árvores de fruta e colher as maduras. Trouxe biri-biri que dividi em várias experiências. Um doce com sabor adstringente foi a primeira, percebi tarde que não pode ferver muito, a melhor opção [ nunca é a minha pela quantidade de açúcar] seria uma geleia. Depois uns pickles e uma bebida super refrescante que adorei. Aposto que do biri-biri se faz um delicioso sorvete.
O mês de Abril foi rico em experiências e hoje partilho uma delas em imagens. 

Ingredientes para 2 copos
140 g de bilimbim lavado com casca
140 g água
140 g de gelo
2 c. sopa rasas de açúcar

Preparação
Introduza os frutos e a água num robot e triture em velocidade alta. Passe por um coador e misture com o açúcar. Adicione o gelo e triture de novo. Distribua pelos copos e sirva de imediato.
Bilimbi, Mamões, flor de quiabo e pitangas




Cacau e pitangas em vários estados de maturação








Os animais
Gado Nelore

Arco-iris e arvores seculares
Caminho de Jambeiros, jogando Dominó e tentativa de recolher o gado


Histórias com bruxas e fadas para agradar a todos


Pitangas maduras